Como funciona o Renuvion?

21 de outubro de 2020 por Dr. Eduardo Raulino0
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O Renuvion é um aparelho que pode ser aplicado direto na pele, geralmente na região do subcutâneo, após uma lipoaspiração para tratar a flacidez.

Dessa maneira, o Renuvion promove uma lesão térmica controlada no subcutâneo, gerando um realinhamento do colágeno que irá, em vista disso, provocar a retração e tratar a flacidez da pele!

Em outras palavras, o Renuvion é um instrumento eletrocirúrgico que combina as propriedades únicas do CHP (Cool Helium Plasma) com a energia de radiofrequência (RF). Ou seja, o plasma de Hélio concentra a energia de RF para maior controle do efeito tecidual, permitindo um alto nível de precisão e praticamente eliminando traumas indesejados dos tecidos.

 

O que é Plasma? 

Em resumo, o plasma é descrito como o quarto estado da matéria (os demais são: líquido, gasoso e sólido). Assim, para se transformar em plasma um gás necessita sofrer o processo de ionização. Aliás, estão em estado de plasma 99% da matéria visível do universo. A saber, o crédito da primeira descrição do plasma foi concedido a William Crookes, uma vez que ele o identificou em 1879.

 

Por que o gás Hélio é usado no Renuvion?

Mesmo que outros gases inertes possam e tenham sido utilizados em dispositivos de plasma para aplicações médicas. O Renuvion usa o gás hélio devido às suas propriedades únicas, uma vez que essas se traduzem em certas vantagens clínicas. Ou seja, o gás hélio possui uma molécula simples de estrutura composta por apenas 2 elétrons.

Assim, essa estrutura simples permite que o gás hélio seja ionizado usando uma entrada de energia muito baixa. A ionização do hélio é, portanto, muito controlada e produz uma precisão e produção estável de energia. Desse modo, o gás hélio facilita o uso da forma de onda RF de baixa corrente do gerador Renuvion.

 

O gás Hélio

Em síntese, o plasma à base de gás hélio Renuvion possui recursos tecnológicos que resultam em um método de ação único e eficaz para coagulação subdérmica e contração de tecido. Dessa forma, esses recursos são os seguintes:

  1. O dispositivo Renuvion alcança a coagulação e a contração dos tecidos moles, pois aquece rapidamente o local de tratamento a temperaturas superiores a 85º C entre 0,040 e 0,080 segundos;
  2. O tecido ao redor do local de tratamento permanece em temperaturas muito mais baixas, visto que é o resultado do arrefecimento rápido após a aplicação da energia através de transferência de calor condutor;
  3. A criação de um ambiente subdérmico gasoso (gás hélio) recria a pressão atmosférica existente em tratamentos cutâneos e ajuda a dissipar a energia térmica acumulada;
  4. A entrega de energia focalizada é imediata no aquecimento do tecido conjuntivo septal (FSN), resultando em uma contração instantânea do tecido sem aquecer desnecessariamente toda a espessura da derme;
  5. O tratamento do tecido é de 360º sem a necessidade de o usuário redirecionar o fluxo de energia, uma vez que a energia elétrica toma o caminho de menos resistência;
  6. A entrega sem ônus de energia é independente da impedância do tecido, visto que a potência única é produzida pelo gerador eletrocirúrgico;
  7. Energia de RF de baixa corrente resulta em profundidade mínima de efeito térmico e prevenção de sobreaquecimento tecidual ao executar várias passagens.

 

 

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Referências:
Gentile RD. Renuvion/J-Plasma for Subdermal Skin Tightening Facial Contouring and Skin Rejuvenation of the Face and Neck. Facial Plast Surg Clin North Am. 2019;27(3):273-290. doi:10.1016/j.fsc.2019.03.001

Gentile RD, McCoy JD. Pulsed and Fractionated Techniques for Helium Plasma Energy Skin Resurfacing. Facial Plast Surg Clin North Am. 2020;28(1):75-85. doi:10.1016/j.fsc.2019.09.007


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Sou médico há 15 anos e cirurgião plástico com mais de 10 anos de experiência. Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Nascido na cidade de Blumenau e médico pela Fundação Universidade Regional de Blumenau. Concluí a residência médica em Cirurgia Geral e a Pós-Graduação em Cirurgia Plástica Estética e Reparadora na cidade de São Paulo, no Hospital de Referência Estadual Ipiranga, onde tive a oportunidade de conviver e realizar cirurgias com os grandes nomes da Cirurgia Plástica Brasileira e Mundial. Sejam bem-vindos!

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