Ginecomastia e a autoestima do homem

14 de abril de 2021 por Dr. Eduardo Raulino0
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Muito se ouve falar em cirurgia plástica para correções no corpo feminino, já os homens procuram academias e exercícios físicos para definir o corpo, mas alguns procedimentos podem ajudar também na saúde do homem.

Assim como as mulheres, os homens também podem desenvolver alguns transtornos benignos na mama. O mais comum deles é a ginecomastia, que se trata de um aumento na quantidade de tecido mamário geralmente associado a desequilíbrios hormonais.

 

Quais as causas da Ginecomastia?

A ginecomastia pode ser considerada fisiológica ou como algo temporário, principalmente na adolescência. Com as alterações hormonais nessa fase da vida o aumento da mama pode ocorrer e na maioria das vezes sem necessidade de intervenção cirúrgica. Na maioria dos casos em que grandes alterações hormonais não são encontradas, apenas é realizado o acompanhamento por até 1 ano e meio.

Alterações decorrentes de medicamentos usados por um longo período, alterações hormonais na adolescência, envelhecimento e doenças crônicas na maioria das vezes têm tratamento clínico. Nos casos em que o tratamento clínico não foi efetivo a cirurgia plástica será indicada.

O aumento de volume na região pode ser ocasionado por excesso de tecido mamário em decorrência de descontrole hormonal ou até acúmulo de gordura. Tornando-se uma situação muito constrangedora para os homens.  Contudo, a correção cirúrgica é indicada, inclusive para adolescentes, evitando alguns problemas emocionais. Antes da cirurgia o paciente é submetido a uma avaliação hormonal e ultrassom da região peitoral.

 

Como resolver a Ginecomastia?

Há casos em que o acúmulo de gordura pode ser retirado com lipoaspiração. É muito comum em pessoas que engordam e depois emagrecem acumulando gordura localizada na região peitoral. A cirurgia consiste em um corte pequeno em forma de meia lua em volta da aréola, deixando a cicatrização uniforme e pouco visível.

Geralmente é usada a anestesia local com sedação, raramente a anestesia geral. O paciente deverá evitar esforço físico por 21 dias e o uso de malha compressiva é necessário por aproximadamente 2 meses.

Nos primeiros meses a cicatriz pode ficar avermelhada, tornando-se geralmente esbranquiçada com o tempo, dependendo da genética da paciente. O resultado final da correção da ginecomastia é alcançado entre 6 meses e 1 ano, com o amadurecimento da cicatriz, porém com 2 meses já se obtém 80% da forma definitiva.  Entretanto, após a cirurgia, o peito pode mostrar algum inchaço e sofrer de alguma insensibilidade. O edema pós-operatório dura cerca de 7 a 10 dias mas a falta de sensibilidade local, embora transitória, pode permanecer até um ano. É muito importante evitar a exposição solar nos primeiros 3 meses.

Se você ainda tem dúvidas sobre o procedimento, agende já sua consulta ou converse com o Dr. Eduardo Raulino.


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Sou médico há 15 anos e cirurgião plástico com mais de 10 anos de experiência. Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Nascido na cidade de Blumenau e médico pela Fundação Universidade Regional de Blumenau. Concluí a residência médica em Cirurgia Geral e a Pós-Graduação em Cirurgia Plástica Estética e Reparadora na cidade de São Paulo, no Hospital de Referência Estadual Ipiranga, onde tive a oportunidade de conviver e realizar cirurgias com os grandes nomes da Cirurgia Plástica Brasileira e Mundial. Sejam bem-vindos!

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